Paridade: declaração de voto do Bloco
Para nós não é indiferente que a política seja exercida só por homens. Para nós não é indiferente olhar para um Parlamento, uma Câmara Municipal, uma Assembleia Municipal, uma Assembleia de Freguesia, um Governo, um Sindicato, uma associação cívica e verificar que as mulheres estão ausentes.
Vozes conservadoras da nossa sociedade opuseram-se e opõem-se a esta Lei. É a própria vida que as contesta. Contra a Lei da Paridade a sua resposta é mais discriminação, é exigir às mulheres aquilo que nunca foi exigido aos homens.
A AR aprovou hoje na especialidade uma Lei com enorme significado político, cujas repercussões permitirão um aprofundamento da democracia e a correcção de uma situação que tem discriminado as mulheres no acesso aos órgãos de representação política.
"Para os sectores conservadores, nas listas, os homens são votados pelas distritais e pelo líder do partido e as mulheres têm que fazer exame de aptidão. Há aqui quem queira, ao insistir na necessidade das mulheres provarem aquilo que só a elas é exigido, introduzir uma cláusula de discriminação negativa na política." Afirmou a deputada Helena Pinto na AR.
"Quando terminam os dez anos de mandato de Jorge Sampaio e se inicia o mandato do novo presidente, um dos balanços mais negativos deste período da evolução da sociedade portuguesa é a forma como as mulheres continuaram a ser tratadas como cidadãs de segunda classe" afirmou a deputada Helena Pinto na AR no dia 8 de Março de 2006.

Sendo impossível fazer o referendo, a deputada Helena Pinto anunciou na 6ªf (28/10) que o Bloco tinha entregue ao presidente da Comissão parlamentar respectiva um requerimento para a abertura do processo de votação na especialidade da lei já aprovada na generalidade, para que a despenalização fique completa em 2005.
A deputada Helena Pinto escreveu hoje ao Procurador-geral da República questionando as teses defendidas por um magistrado do Ministério Público que, em sede de contra-alegações, proferiu afirmações como as seguintes: "O Estado não pode tratar da mesma forma casais heterossexuais e casais homossexuais"; "O casamento é o ponto de partida para a família"; "é preferencialmente no seio do casamento que deve ser feita a procriação".
O Bloco de Esquerda apresentou hoje em conferência de imprensa um projecto de lei que permite que os homossexuais possam casar-se. Segundo a Lusa, o deputado Fernando Rosas argumentou "O artigo 1577 encontra-se em situação inconstitucional", referindo os artigos da Constituição segundo os quais "ninguém pode ser discriminado em função da "orientação sexual" e "todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade". 
Sábado 25 de Junho realizou-se a marcha LGBT 2005.
A concentração STOP HOMOFOBIA, que um conjunto de associações lésbicas, gays, bissexuais, trans (LGBT) e de defesa dos direitos humanos levou a cabo em Viseu a 15 de Maio, foi mais do que uma resposta à agressão organizada de homossexuais que se vinha verificando naquela cidade, há cerca de um ano, com a complacência das autoridades e instituições locais. Teve um significado histórico para o movimento LGBT português e representou o início de uma mudança de paradigma.