Comício "A Hora da Esquerda" juntou 500 pessoas no Porto
Intervenção de Olivier Besancenot - parte 1
"Câmara de Lisboa não pode ser de ámen ao governo"
A cerimónia decorreu no miradouro de Santa Catarina ("Adamastor") nesta quinta-feira, e foi aberta pelo cantor Fernando Tordo, mandatário da candidatura. "Lisboa é um miradouro de onde o Povo observa os seus eleitos. Com o Luís Fazenda e o Bloco na CML queremos ver, haveremos de ver, uma capital ainda mais bela do que as grandes canções que a homenageiam, incansavelmente imaginadas por tantos nós, geração após geração", disse Tordo.
O mandatário da candidatura do Bloco às
europeias disse na sessão sobre a Gripe-A em Lisboa que "A Europa não
pode fazer de conta que nada está a acontecer actualmente no nosso
planeta, para que com ligeiras cirurgias plásticas tudo possa continuar
na mesma."
"A regulação do capitalismo é a crise e a bancarrota", disse Olivier
Besancenot, o porta voz do Novo Partido Anticapitalista francês
convidado para o comício "A Hora da Esquerda" que juntou quinhentas
pessoas no Porto. Miguel Portas falou dos efeitos da crise em Portugal
e a progressiva degradação do nível de vida em relação ao resto da UE.
"Temos preços europeus e temos salários cada vez mais portugueses", diz
o eurodeputado bloquista.
As jornadas parlamentares atlânticas do Bloco de Esquerda juntaram
deputados nacionais e insulares no Funchal. O Bloco defendeu que um
novo estatuto político-administrativo da Madeira deve incluir um regime
de incompatibilidades para os titulares de cargos políticos e a
limitação do mandato do presidente do Governo Regional.
A Assembleia Municipal do Funchal aprovou uma Moção, da autoria do Bloco de Esquerda, onde manifesta a sua solidariedade e preocupação com os trabalhadores desempregados na Madeira e no país.
O Bloco lançou o seu primeiro jornal para distribuição gratuita nas europeias 2009, abordando alguns dos temas que estarão no centro da campanha: a crise, a corrupção e a fuga aos imposto, as desigualdades e o papel dos eurodeputados bloquistas.
Na cerimónia de lançamento da sua
candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, Luís Fazenda, do Bloco
de Esquerda, defendeu que "tirar a câmara do marasmo impõe uma
atitude política reivindicativa junto do governo", defendendo que
a CML não pode ser "a Câmara do ámen ao governo". O candidato
bloquista apresentou a sua candidatura como "uma força
independente e de coerência entre afirmações e actos."
A situação financeira da autarquia esteve em destaque na conferência de imprensa do Bloco/Torres Novas. "A dívida a curto prazo sobe mais em 3 meses do que desceu em todo o ano de 2008", dizem os bloquistas que acusam a maioria PS de ocultar a situação dos munícipes.