Uma "equipa de investigadores
internacionais" foi à procura dos 16 andares que compõem o edifício.
Não encontrando a unidade "de ponta" anunciada pelo Governo, os
médicos suspeitam de que, talvez, o hospital seja subterrâneo.
Foi com esta caricatura que o Bloco de Esquerda denunciou as inaugurações promovidas pelo Governo do Partido Socialista em período eleitoral e a "preocupante promiscuidade entre os sectores público e privado na saúde".
Cecília Honório, cabeça de lista pelo círculo de Faro, lembrou que foram os sucessivos Governos do Poder Central que dotaram o Sistema Nacional de Saúde de um desinvestimento, cedendo a sua gestão aos privados, sem quaisquer benefícios para os utentes.
"A saúde é direito cada vez mais longe de estar assegurado" acrescentou a candidata, clarificando que e é por um serviço de saúde público e gratuito que o BE se debate.
Numa sátira ao eleitoralismo do
Governo pelo frenesim de inaugurações fantasmas na região, o Bloco
de Esquerda promoveu, no dia 11 de Setembro, uma "visita
fracturante" ao novo Hospital Central do Algarve. Na acção
participou Cecília Honório, cabeça de lista do Bloco às
legislativas pelo círculo de Faro.