Paulo Borges salientou as dificuldades em fixar investigadores nos Açores, devido à falta de recursos financeiros e materiais. O professor de Biologia falou sobre a organização e distribuição dos centros de investigação no arquipélago, evidenciando as áreas prioritárias: mar e recursos marinhos, investigação na área terrestre, e destacou o papel dos fundos destinados às regiões ultra periféricas (RUP).
Miguel Portas salientou dois paradoxos: quanto mais internacional e mais alargado é o sistema de investigação nacional, mais precário é; Por outro lado, quanto mais democrático é o acesso à universidade mais caro é para os estudantes, ao passo que quando era elitista, antes do 25 de Abril, era gratuito.
Marisa Matias acrescentou um outro paradoxo: apesar de todos os problemas que enfrenta o sistema de investigação nacional, e dos problemas identificados no debate, o ministério da Ciência e do Ensino Superior é o que mais tem passado incólume das criticas ao PS, sendo mesmo apontado como a coroa da glória.
O sistema de investigação em Portugal
"depende em grande medida de trabalho precário realizado por
bolseiros, e é vulnerável porque tem fraco investimento directo do
orçamento de Estado", denunciou Marisa Matias, durante o debate
sobre o papel da Ciência na Europa e nos Açores, realizado esta
segunda-feira em Angra do Heroísmo, e em que também participaram o
professor de Biologia Paulo Borges, Paulo Mendes, do Bloco de
Esquerda açoreano, e Miguel Portas.