"Não são naturais as condições em que os jovens vivem actualmente"

17 de Maio 2009
Arruada na Figueira"Estas eleições serão as primeiras europeias em que vão votar os jovens que já nasceram depois da adesão de Portugal à CEE", lembrou Miguel Portas num almoço de campanha na aldeia de Alcouce, concelho de Condeixa-a-Nova, Coimbra, este domingo. "O que estes jovens não sabem é que as condições de trabalho que eles enfrentam actualmente não são naturais", observou o cabeça-de-lista do Bloco, referindo-se à extrema precariedade que enfrentam.

 

"Na geração dos pais, também não era fácil conseguir emprego, mas quando se conseguia, passava-se algum tempo à experiência, e depois ficava-se efectivo. Hoje, os jovens ficam anos a recibos verdes, ou em sucessivos contratos a prazo, e quando chega a altura de serem contratados são despedidos, para começarem o processo todo outra vez", explicou Miguel Portas, apontando que os jovens de hoje vivem em condições que remetem aos finais do século XIX. "A história também anda para trás". pelos

O candidato bloquista lembrou ainda que Portugal voltou a ser um país em que saem mais portugueses para emigrar do que entram estrangeiros. "Estão a repetir-se as condições dos anos 60, mas naquela altura havia a guerra colonial, de que muitos jovens fugiam."

Para resolver a crise, defendeu o eurodeputado, é preciso que haja justiça na economia, é preciso que a crise não seja paga pelos desempregados e pelo povo, é preciso pôr a pagar a crise quem nunca a pagou.

"Esta não é a opção da dra. Manuela Ferreira Leite, que fala em congelar os salários da Função Pública", recordou Miguel Portas. "Quando ela fala em funcionários públicos, refere-se a todos os trabalhadores", acrescentou, para concluir: "o PSD quer que sejam os mesmos de sempre a pagar pela crise".