Impedir a liberalização da REN na agenda do Bloco

14 de Fevereiro 2008
Governo quer entregar território aos especuladoresO Bloco de Esquerda irá realizar no dia 19 de Fevereiro uma audição pública com especialistas ambientais e do ordenamento do território sobre o processo de revisão da Rede Ecológica Nacional (REN), pretendendo confrontar o Governo com o eixo da sua politica ambiental: facilitar a vida aos especuladores imobiliários e interesses económicos que querem rentabilizar-se à custa do ambiente e do território. Leia aqui a nota de imprensa sobre a decisão do governo de transferir para as autarquias o poder de delimitação da REN.
NOTA DE IMPRENSA DO BLOCO DE ESQUERDA


GOVERNO PREPARA LIBERALIZAÇÃO DA RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL


O Governo anunciou ontem que vai transferir para as autarquias o poder de delimitação da Rede Ecológica Nacional (REN). Sendo conhecida a dependência financeira das autarquias do loteamento urbanístico, esta decisão abre o caminho à subjugação do interesse público e ambiental aos interesses dos promotores imobiliários.

Esta proposta é a capitulação de um instrumento que, com todas as suas lacunas, tem permitido travar as ânsias expansionistas e especulativas da construção desenfreada, garantindo um importante contributo para a salvaguarda do ambiente e ordenamento do território.

O ministério do Ambiente continua a política que tem seguido com os PIN e PIN+, a engenhosa solução encontrada pelo Governo para contornar e passar por cima da legislação de protecção ambiental com sucessivas declarações de interesse público e desanexações avulsas de importantes áreas de REN e RAN. O facilitismo Simplex chegou aonde nunca poderia ter chegado, colocando à mão dos interesses imobiliários os mais importantes instrumentos de gestão territorial.

O Bloco de Esquerda irá realizar, no dia 19 de Fevereiro às 15h no Auditório Novo da Assembleia da República, uma audição pública com especialistas ambientais e do ordenamento do território sobre o processo de revisão da REN, pretendendo confrontar o Governo com o eixo da sua politica ambiental: facilitar a vida aos especuladores imobiliários e interesses económicos que querem rentabilizar-se à custa do ambiente e do território.