Feitas as contas aos 1248 lugares de estacionamento pago, aos quais se devem somar 323 que estiveram, nos últimos 10 anos, a cargo da Gisparques, as receitas anuais previstas para estes lugares são de 640 mil euros. O investimento da Gisparques é de 200 mil euros.
Pelo contrário, o município é remunerado apenas pelas despesas que faça com o controlo administrativo e financeiro da empresa. E ainda oferece os seus fiscais.
O Bloco resume assim o negócio: "Uma empresa privada adquire, sem concurso, um direito de monopólio sem prazo, apenas com 30 por cento de participação no capital de uma empresa municipal. O município perde qualquer direito sobre as receitas e não ganha, sequer, know how, num domínio onde é indispensável que a relação entre estacionamento pago e estacionamento para residentes seja pautada por critérios sociais de mobilidade e justiça social."
O Bloco de Esquerda de Sintra denunciou a decisão da Assembleia Municipal de Sintra de ceder o monopólio do estacionamento pago, em todo o concelho, à empresa Gisparques. Num comunicado distribuído, o Bloco considera a decisão escandalosa, até porque não houve consultas a quaisquer outras firmas, concurso, ou estudo de quaisquer outras alternativas. Pelo acordo proposto, "a Gisparques recupera todos os investimentos no próprio ano em que eles se realizam, e ainda sobra muito, muito dinheiro."