A empresa ficou conhecida por querer despedir um grupo de
trabalhadores, sob a acusação de "sindicalistas". A relação com o Grupo
Amorim é conhecida dentro da empresa, embora a administração o negue.
"As provas da integração da empresa no Grupo Amorim chegaram ao
conhecimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, desmentindo a
administração. Existem trabalhadores da CorkRibas que, ao longo da
sua vida profissional nas instalações da empresa CorkRibas, foram
alternando o seu vínculo contratual entre a empresa CorkRibas e o
Grupo Amorim. Realço que a mudança do vínculo contratual não teve
qualquer impacto ao nível das funções que os trabalhadores
realizavam, nem a qualquer mudança do local de trabalho", diz o
deputado bloquista no requerimento entregue ao ministério da Economia.
"Mesmo a água e a luz que é fornecida à empresa Corkribas são
provenientes da empresa Amorim Revestimentos, pertencente ao Grupo
Amorim. Até a segurança nocturna das instalações da empresa
CorkRibas é realizada pela mesma pessoa que garante a segurança da
empresa Amorim Revestimentos", acrescenta o deputado. "Sendo a
situação actual passível de esconder outras questões relevantes de
engenharia financeira, nomeadamente ao nível de gestão danosa das
empresas, existe a necessidade real de se proceder a uma clarificação
cabal da situação", defendeu Pedro Filipe Soares.
Apesar de estarem à vista as ligações com o grupo fundado por Américo
Amorim, a administração desta empresa granuladora de cortiça de Santa
Maria da Feira sempre negou qualquer relação com o grupo Amorim.
Reportagem esquerda.net | Trabalhadores da empresa Corksribas despedidos ilegalmente
O deputado Pedro Filipe Soares quer que o governo investigue os
indícios de gestão danosa na Corkribas, a empresa que o grupo Amorim
diz não lhe pertencer.