O debate foi aberto e moderado pela jovem bloquista Rute Simão que fez uma pequena abordagem sobre a realidade em Portugal e apresentando seguidamente a deputada Helena Pinto. Esta começou por fazer uma retrospectiva de como legalmente esta questão tem sido vista referindo. “Tenho muito orgulho que o primeiro projecto aprovado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República tenha sido o de tornar a violência doméstica como um crime público. Foi uma luta ganha”, sublinhou Helena Pinto.
De seguida a deputada debruçou-se sobre o perfil das famílias onde este problema ocorre, referindo que “é errado dizer-se que a violência doméstica ocorre apenas em famílias pobres quando o homem bebe”, pelo contrário “a violência doméstica verifica-se em todos os estratos da sociedade, sendo porém mais visível nas famílias pobres que se vêem sem recursos”.
Citaram-se depois casos específicos bem elucidativos de como esta realidade está presente onde menos se espera.
No período de debate levantaram-se questões como a violência doméstica sobre idosos, crianças e pessoas com deficiências, referindo-se também que, embora numa percentagem muito diminuta, também existem casos em que o agressor é a mulher e a vítima o homem. Levantou-se também a questão da prostituição e do trafico de mulheres, a importância da violência psicológica, e a urgência do factor cidadania na resolução efectiva do problema.