Louçã e Sócrates discutem crime financeiro no debate quinzenal

28 de Janeiro 2009
José Sócrates não respondeu a nenhuma das questões colocadas por Francisco LouçãAs polémicas decisões dos últimos governos de gestão deram o mote para Francisco Louçã perguntar a José Sócrates se elas respeitariam o que a Constituição prevê. Sócrates não respondeu à pergunta, mas referiu-se ao caso Freeport para co-responsabilizar o presidente da República pela aprovação do decreto. Veja aqui os vídeos do debate .

 

 

 


Louçã vs. Sócrates: Governos de gestão, corrupção e off-shores

 

Francisco Louçã lembrou decisões de governos de gestão, como a de alterar a zona de protecção do estuário do Tejo ou a de ceder o pavilhão do Futuro a um casino, para perguntar a Sócrates se entende que situações como esta respeitam o que diz a Constituição sobre governos de gestão. O primeiro-ministro não respondeu à pergunta, mas referiu-se a uma "praxe institucional" que faz com que o presidente da República em funções pergunte ao novo governo quais os decretos do governo de gestão com que não está de acordo. Louçã pergunta a Sócrates se está de acordo com o registo obrigatório das operações com off-shores para combater a corrupção. Teixeira dos Santos respondeu em vez de Sócrates, sem se referir à pergunta de Louçã, e dizendo que apoiará as iniciativas internacionais para acabar com os off-shores.

 

 


 

Louçã vs. Sócrates: Crime financeiro e crise económica

Louçã insiste na necessidade de registar as operações com off-shores e citou as palavras do presidente do Supremo Tribunal de Justiça a exigir o fim do segredo para combater o crime. Sócrates volta a confundir o registo das operações com o fim dos off-shores e não responde à questão. O deputado bloquista lembra as dificuldades das empresas e mostra uma carta do BES a cobrar 7% de spread a um cliente após a descida da taxa Euribor.