Louçã vs. Sócrates: Governos de gestão, corrupção e off-shores
Francisco Louçã
lembrou decisões de governos de gestão, como a de alterar a zona de
protecção do estuário do Tejo ou a de ceder o pavilhão do Futuro a um
casino, para perguntar a Sócrates se entende que situações como esta
respeitam o que diz a Constituição sobre governos de gestão. O
primeiro-ministro não respondeu à pergunta, mas referiu-se a uma "praxe
institucional" que faz com que o presidente da República em funções
pergunte ao novo governo quais os decretos do governo de gestão com que
não está de acordo. Louçã pergunta a Sócrates se está de acordo com o
registo obrigatório das operações com off-shores para combater a
corrupção. Teixeira dos Santos respondeu em vez de Sócrates, sem se
referir à pergunta de Louçã, e dizendo que apoiará as iniciativas
internacionais para acabar com os off-shores.
Louçã vs. Sócrates: Crime financeiro e crise económica
Louçã insiste na necessidade de registar as operações com off-shores e citou as palavras do presidente do Supremo Tribunal de Justiça a exigir o fim do segredo para combater o crime. Sócrates volta a confundir o registo das operações com o fim dos off-shores e não responde à questão. O deputado bloquista lembra as dificuldades das empresas e mostra uma carta do BES a cobrar 7% de spread a um cliente após a descida da taxa Euribor.
