Concelhia de Lisboa do BE: "Reestruturação da EPUL fica aquém dos compromissos"

25 de Julho 2008
Câmara de Lisboa aprovou proposta que não prevê a fusão da Gebalis com a EPULA reestruturação da EPUL, aprovada por maioria na Câmara de Lisboa, merece a oposição da concelhia de Lisboa do BE, dado que não contempla a fusão da Gebalis na EPUL, como defende o programa da candidatura "Lisboa é Gente". Em comunicado, o Bloco lamenta que o vereador José Sá Fernandes se tenha remetido para um mero voto seguidista da proposta apresentada por dois vereadores do PS.
 

Esta quarta-feira a Câmara Municipal de Lisboa aprovou por maioria uma proposta, apresentada por dois vereadores do PS, de alteração dos estatutos da EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa), e que mereceu o voto favorável do vereador José Sá Fernandes. Na mesma reunião foi aprovada a extinção da Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa mas nada foi aprovado em relação à Gebalis (Gestão dos Bairros Municipais de Lisboa).

Há muito que o Bloco de Esquerda e a candidatura "Lisboa é Gente" têm defendido a fusão da Gebalis com a EPUL, para recentrar a intervenção urbana na reabilitação e dinamização de um mercado habitacional para atracção de novas famílias à capital e como "forma de garantir uma gestão mais racional, transparente e económica dos interesses municipais". Para a Concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda "a oportunidade de proceder à fusão da GEBALIS com a EPUL, uma das 20 medidas prioritárias do programa "Lisboa é Gente" encabeçado por José Sá Fernandes, acabou de ser perdida na reunião de ontem da CML".

Desta forma, o Bloco de Esquerda lamenta que o vereador José Sá Fernandes "se tenha remetido para um mero voto seguidista de aprovação da proposta de apresentada por dois vereadores do PS." E acrescenta que "aquilo que era uma porta em aberto no acordo com o PS, a fusão da EPUL com a GEBALIS, passou a ser uma porta fechada."

Para o vereador José Sá Fernandes era inviável implementar neste momento a fusão da Gebalis com a EPUL, dado que a Gebalis "encontra-se em situação financeira muito difícil" e que ainda decorrem "várias investigações, que estão hoje em segredo de justiça", remetendo para mais tarde uma eventual fusão.

No entanto, a Concelhia de Lisboa do BE considera que "a situação económica difícil e sujeita a investigações da Gebalis" também se aplica à EPUL, "o que não obstou a que se tivesse avançado para a sua reestruturação". E sublinha que torna-se agora muito complicado colocar a possiblidade de fundir a Gebalis com a EPUL, pois "aprovar agora uma coisa para a mudar passados meses, seria anti-económico e irresponsável."