
"O exercício de 2006 evidencia um predomínio da actividade política regular
do Bloco de Esquerda, após um ano de 2005 fortemente marcado pelas Eleições
Legislativas e pelas Eleições Autárquicas (que representaram uma duplicação
dos movimentos financeiros).
Em 2006 o impacto das campanhas eleitorais foi muito menor. Realizou-se a
Campanha da Candidatura Presidencial de Francisco Louçã (apoiado pelo BE e
objecto de contas próprias) e começou ainda a preparar-se a campanha para o
referendo sobre Interrupção Voluntária da Gravidez, que viria a realizar-se
em Fevereiro de 2007.
Assim, 2006 foi essencialmente marcado por iniciativas próprias e pela
consolidação da estrutura interna. Foi também possível aumentar os apoios às
organizações locais, através do apoio ao arrendamento de sedes, instalação de
equipamentos informáticos e tambem, pontualmente, de quadros assalariados.
No plano da estrutura central, foi relevante o investimento no lançamento do
portal de Internet e a criação de uma área de Comunicação, dotada dos
equipamentos necessários para que o Bloco possa produzir internamente a
maior parte da sua comunicação não impressa. Esta permitiu, por um lado, uma
redução de custos em aluguer de equipamentos e, por outro, uma certa
libertação de constrangimentos financeiros proporcionando um uso mais
intensivo e criativo dos novos meios de comunicação.
As novas condições financeiras e técnicas contribuíram também para a
realização da maior campanha não eleitoral alguma vez realizada pelo Bloco
de Esquerda – a Marcha pelo Emprego. "
do Relatório e Contas de 2006, aprovado pela Mesa Nacional do BE
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